quarta-feira, 30 de março de 2011

quinta-feira, 17 de março de 2011


Dormia sereno em harmonia,
Nos braços da tarde branda,
O tempo que o silêncio ouvia
Na calma luz da varanda.

Estranhamente adormecido
Esquecido d'outro dia vivido,
Desfez-se em eterno presente
Intensidade latente na semente.

Ardia os olhos do dia
No sol do tempo que dormia
mergulhado em doce fantasia


Na eternidade do instante
Pedras claras da manhã
Sonha o tempo na romã

quarta-feira, 16 de março de 2011


Julieta é uma borboleta
Toda linda e violeta,
Bela borboleta que adora
Tocar trombeta.

Um dia acordou meio zureta.
Cadê minha trombeta?
Não está na maleta,
Não está na gaveta.

Calma, calma Julieta,
Será que não te serve esta corneta?
Não, ela é do urubu perneta,
Quero minha trombeta.

Olha lá, em cima da mureta!
Não me venha fazer careta.
Quem a colocou na mureta
Foi você mesma, borboleta!

segunda-feira, 7 de março de 2011


No fruto a sensação macia
que o vento matinal acaricia
doçura na boca que alcança.
Mês de maio raio de sol
Testemunha luminosa
do pássaro que beija a rosa.
Pitanga no quintal
Um sorriso matinal
Sabor de fruta até o final.

domingo, 6 de março de 2011

Belezas em migalhas
Semeadas nos poros do dia
Geminando pacíficas batalhas
Opostos engendrando magia.

A vida em mil formas
Sem número de cores iluminando o dia
Caprichos da natureza e suas normas
Mistérios da existência em poesia.

Ser feliz entre frágeis belezas,
Flores, frutos, céu azul,
Doces sabores e outras miudezas.

Valores humildes e eternos,
Levezas que sustentam vida e
Alimentam os sonhos fraternos.
Há uma hora mágica no dia,
Nessa hora
Sol descansa
Passarinho dança,
Vento balança.

Há uma hora poesia no dia,
Nessa hora
Coração sossega,
Olhar se entrega,
Alegria pega.

Há uma hora serena no dia,
Nessa hora,
Céu anoitece,
Noite aparece,
Vida acontece.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Quando a tarde de olhar contente
Vem se debruçar em minha janela
Dança no ar alegre semente
E o dia se faz suave aquarela.

Segue a vida fluindo sem descanso
Brincando todo canto do dia
Criança distraída num balanço
Brilho calmo de luz fugidia.

Dos encantos que a tarde abriga
Trigo dourado em dançante espiga
Repousa o olhar em distante horizonte

Onde passeia a brisa amiga
E sonha a pequena formiga
Lá distante dorme a água na fonte.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Quando amanhece o dia
Sinto pingar em mim
Uma gota de poesia,
Perfumada de jasmim.

Quando a tarde cai,
Com sua sombra ligeira,
Sorri em mim um hai kai,
Suave como flor de laranjeira.

Quando finalmente anoitece
E no céu vem a lua a sorrir,
Um poema inusitado acontece,
Ternura para a alma nutrir.