segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011


Existir
Existência refletida num espelho
Luz silenciosa
O céu de olhar vermelho
Acaricia a rosa
E a vida coisa misteriosa
Ternura e enigma de existir
Fantasia
Um sabor selvagem de dia fugia
Um aroma dourado de sol explodia
E o pensamento brincava de fazer fantasia
E na fantasia do dia trocava o ar por poesia

Da densidade do dia

Era uma manhã densa e calma
Nuvens brincavam nos campos do céu.
Éramos feitos de poesia e alma
E claros sonhos de papel.

Da densidade do dia,
O orvalho da liberdade se desprendia,
E uma gota suave de saudade
Trazia os dias da mocidade.

Éramos feitos de silêncio e verdade.
E, ainda hoje, trazemos no olhar
Os desenhos das ondas no mar.

Nos pés a doçura da areia e a busca
De caminhos de andar pela vida
Numa dança alegre e distraída.

domingo, 27 de fevereiro de 2011


Perfume da noite

A alma em silêncio
Diluia-se no perfume noturno...

Todas as belezas
Contidas em fugaz instante:
ruidosas umas
silenciosas outras.

Miudezas da natureza
Encantos escondidos
No canto do grilo
No aroma delicado da noite.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Poesia em mim

No claro e preciso traço
Desenhando rosas num jardim
Perfumes dançam no espaço
Suave poesia em mim.

Palavras viajam no vento
Amanhecem intocáveis versos.
Na brisa branca do pensamento
Fragmentos de sonhos submersos.

Brincam palavras perfumadas
Em velhas ideias abandonadas
Em pedras pequenas da estrada.

Florescem versos em mim
Em densas horas enluaradas
Poemas e rimas num jardim.

Início de conversa ...


Sementes fecundas de poesia
boas de fazer florescer na alma humana
beleza, bondade e alegria.
Brisa suave, sopro que a natureza emana
transportando sonhos e folia
para além, distantes horizontes.