quinta-feira, 28 de julho de 2011


Portal vegetal
janela dos ventos
olhos abertos para o
Vale de tantos verdes
onde florescem campos de lavanda ...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Coquelicots
Florzinhas delicadas
Flor-menina
Flor-borboleta
Alegre bailarina
que dança nos trigais ...
Fim de tarde
Viagem de volta
Havia Mouriès no caminho
Pausa para respirar
Beber um pouco da mansa luminosidade
Raios dourados acariciando a cidade
Gotas de água cantam na fonte
fim de tarde feliz ....
























Caminhos

Rochedos

Pedras e pedras

Village perché

Olhares encantados ...

Baux est beau

Feira de St. Remy de Provence
Ocres de muitos sabores
Dançam alegres entre risos
Feira de todas as línguas ....

Caminho para Baux de Pce
Caminho das oliveiras
Janela do carro
Olhos abertos para verdes e azuis
viagens do olhar ....






Entre imagens e cores
perfumes e sabores ...
olhar que se encanta
paladar que se espanta
O prato pequeno poema.






Nas sendas das descobertas
Florzinhas miúdas ....
Qualquer matinho me encanta !!




Janela aberta para a Provence

Caminho alegre para aromas e imagens

Viagens de poesia e alegria

Flores de mil cores

Luz do sol ....






quinta-feira, 21 de julho de 2011

Início da viagem ao país dos sonhos ...
Um país chamado girassóis
Uma país chamado cigarras
Chamado Plátanos
País das lavandas e dos coquelicots ...

quarta-feira, 20 de abril de 2011


Folhas repousam ao sol ...
E no coração de águas dormentes
o silêncio do amor que pulsa

quarta-feira, 30 de março de 2011

quinta-feira, 17 de março de 2011


Dormia sereno em harmonia,
Nos braços da tarde branda,
O tempo que o silêncio ouvia
Na calma luz da varanda.

Estranhamente adormecido
Esquecido d'outro dia vivido,
Desfez-se em eterno presente
Intensidade latente na semente.

Ardia os olhos do dia
No sol do tempo que dormia
mergulhado em doce fantasia


Na eternidade do instante
Pedras claras da manhã
Sonha o tempo na romã

quarta-feira, 16 de março de 2011


Julieta é uma borboleta
Toda linda e violeta,
Bela borboleta que adora
Tocar trombeta.

Um dia acordou meio zureta.
Cadê minha trombeta?
Não está na maleta,
Não está na gaveta.

Calma, calma Julieta,
Será que não te serve esta corneta?
Não, ela é do urubu perneta,
Quero minha trombeta.

Olha lá, em cima da mureta!
Não me venha fazer careta.
Quem a colocou na mureta
Foi você mesma, borboleta!

segunda-feira, 7 de março de 2011


No fruto a sensação macia
que o vento matinal acaricia
doçura na boca que alcança.
Mês de maio raio de sol
Testemunha luminosa
do pássaro que beija a rosa.
Pitanga no quintal
Um sorriso matinal
Sabor de fruta até o final.

domingo, 6 de março de 2011

Belezas em migalhas
Semeadas nos poros do dia
Geminando pacíficas batalhas
Opostos engendrando magia.

A vida em mil formas
Sem número de cores iluminando o dia
Caprichos da natureza e suas normas
Mistérios da existência em poesia.

Ser feliz entre frágeis belezas,
Flores, frutos, céu azul,
Doces sabores e outras miudezas.

Valores humildes e eternos,
Levezas que sustentam vida e
Alimentam os sonhos fraternos.
Há uma hora mágica no dia,
Nessa hora
Sol descansa
Passarinho dança,
Vento balança.

Há uma hora poesia no dia,
Nessa hora
Coração sossega,
Olhar se entrega,
Alegria pega.

Há uma hora serena no dia,
Nessa hora,
Céu anoitece,
Noite aparece,
Vida acontece.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Quando a tarde de olhar contente
Vem se debruçar em minha janela
Dança no ar alegre semente
E o dia se faz suave aquarela.

Segue a vida fluindo sem descanso
Brincando todo canto do dia
Criança distraída num balanço
Brilho calmo de luz fugidia.

Dos encantos que a tarde abriga
Trigo dourado em dançante espiga
Repousa o olhar em distante horizonte

Onde passeia a brisa amiga
E sonha a pequena formiga
Lá distante dorme a água na fonte.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Quando amanhece o dia
Sinto pingar em mim
Uma gota de poesia,
Perfumada de jasmim.

Quando a tarde cai,
Com sua sombra ligeira,
Sorri em mim um hai kai,
Suave como flor de laranjeira.

Quando finalmente anoitece
E no céu vem a lua a sorrir,
Um poema inusitado acontece,
Ternura para a alma nutrir.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011


Existir
Existência refletida num espelho
Luz silenciosa
O céu de olhar vermelho
Acaricia a rosa
E a vida coisa misteriosa
Ternura e enigma de existir
Fantasia
Um sabor selvagem de dia fugia
Um aroma dourado de sol explodia
E o pensamento brincava de fazer fantasia
E na fantasia do dia trocava o ar por poesia

Da densidade do dia

Era uma manhã densa e calma
Nuvens brincavam nos campos do céu.
Éramos feitos de poesia e alma
E claros sonhos de papel.

Da densidade do dia,
O orvalho da liberdade se desprendia,
E uma gota suave de saudade
Trazia os dias da mocidade.

Éramos feitos de silêncio e verdade.
E, ainda hoje, trazemos no olhar
Os desenhos das ondas no mar.

Nos pés a doçura da areia e a busca
De caminhos de andar pela vida
Numa dança alegre e distraída.

domingo, 27 de fevereiro de 2011


Perfume da noite

A alma em silêncio
Diluia-se no perfume noturno...

Todas as belezas
Contidas em fugaz instante:
ruidosas umas
silenciosas outras.

Miudezas da natureza
Encantos escondidos
No canto do grilo
No aroma delicado da noite.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Poesia em mim

No claro e preciso traço
Desenhando rosas num jardim
Perfumes dançam no espaço
Suave poesia em mim.

Palavras viajam no vento
Amanhecem intocáveis versos.
Na brisa branca do pensamento
Fragmentos de sonhos submersos.

Brincam palavras perfumadas
Em velhas ideias abandonadas
Em pedras pequenas da estrada.

Florescem versos em mim
Em densas horas enluaradas
Poemas e rimas num jardim.

Início de conversa ...


Sementes fecundas de poesia
boas de fazer florescer na alma humana
beleza, bondade e alegria.
Brisa suave, sopro que a natureza emana
transportando sonhos e folia
para além, distantes horizontes.